segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O tal do Wally voltou trazendo a tal felicidade


Comecei a escrever o blog pelo simples fato de gostar de escrever. Sobre tudo, sobre a vida, sobre qualquer assunto. E pra treinar também. As vezes é bom escrever sem compromisso. Ai o blog virou diário(não pela frequência, mas pelo estilo dos posts).

Contei quando eu me apaixonei, quando joguei tudo pro alto e quando recomecei. Falei de tudo e de nada. E o blog já tem quase 3 anos. Tudo bem que não posto nada desde fevereiro, mas foi por falta de tempo/inspiração.

Até acordei com vontade de escrever em vários dias, mas sempre tinha alguma outra coisa pra fazer. Não que hoje eu não tenha mais o que fazer, mas estava escolhendo a playlist de trampo do dia e escolhi umas músicas com cara de passado. Aí vim aqui ler tudo que eu já escrevi. Deu uma vontade louca de escrever. E como faz séculos que não escrevo por prazer, acho que vou escrever horrores. Sobre a minha vida, óbvio.

Escrever sempre me ajudou a sair de mim e ver a situação de cima e entender muito do que aconteceu. E desde o post de fevereiro, tanta água passou por baixo dessa ponte.

Só pra começar, muita gente boa entrou na minha vida. Desde o começo e, graças a Deus, até agora só tem aparecido pessoas boas no meu caminho. No começo, foram as coisas rycas dos meus bixos. A sorte da boa escolha a minha casa teve. Gracinhas de tudo, era uma loucura morar com 10 pessoas. Mas sinto saudade. E o ano continua sendo assim, cada um de um jeito, cada um me fazendo querer conhecer melhor. Mas a pessoa mais especial ainda nem nasceu. Meu irmão vai me dar de Natal um sobrinho! É insano perceber que de repente, eu prefiro ver roupas de criança do que pra mim. E dá vontade de comprar tudo. E dá vontade de ver a carinha dele logo.

Claro que pra tanta gente boa aparecer, é só pra tentar abstrair a maior dor do ano. Aquele velhinho lindo que foi a base de toda uma família por mais de meio século virou um anjo. É uma dor louca, uma saudade daquilo que jamais volta.

Ainda teve o estágio que eu consegui, o maior comentador do blog que casou., a família que se manteve unida em todos os momentos. Os muitos nãos que eu ouvi e os talvez mais inspiradores.

Quando eu acordei com vontade de escrever, eu abri o blog e li vários posts antigos, vi comentários. Tem um que eu sempre gostei muito, do Wally e a felicidade(http://tinyurl.com/3u3yk2c) . Dois anos depois de escrever sobre a busca da felicidade, questionando se algum dia eu ia estar tão feliz que não ia querer mudar nada na minha vida, eu entendi uma coisa: a felicidade não é uma pessoa, não é um lugar,não são momentos apenas, é muito mais que isso, é estado de espirito. E a graça é exatamente buscar a felicidade. Não tenho a vida perfeita, tem muita coisa pra mudar, alcançar, sonhar... Mas mesmo assim, meu Wally da felicidade está aqui. Sou tão feliz quanto poderia ser. E tão de bem comigo que eu acho que merecia ir pro Next Level dessa brincadeira de viver.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Do tamanho da vida real



Semana passada eu estava fascinada por todas as coisas que vi no São Paulo Fashion Week. Pela internet, é claro. Fiquei um tempão pensando em escrever sobre as tendências, sobre o que as pessoas usavam pelo evento(eu acho mais legal ver o que as modelos usam fora das passarelas do que desfilando). Vi várias peças que eu achei legais, outras coisas que gostaria de ter mas nem sempre me sinto segura pra usar...Enfim, me diverti caçando as novidades nos blogs.

Mas, como toda semana de moda, eu me pergunto: pra quem isso tudo foi feito?
Não sou a pessoa mais entendida do assunto, mas sempre me interessei. Adorava ver os reality-shows de estilistas e modelos, assistia programas sobre o assunto. E sempre existia uma divergência. Nas passarelas e editais de moda, via modelos lindas, esguias, com uma silhueta mais fina que a minha perna direita. As vezes, finas até demais. Aí apareceram as feministas que eram contra essas modelos super magras(sou dessas, acho que mais importante que ser magra, é ser saudável!).Fui dessas feministas que se esforçaram pra que pessoas de carne e osso aparecessem nos desfiles.

A minha primeira grande alegria foi ver que uma modelo plus size ganhou o America's Next Top Model - em um ciclo que eu nao me lembro qual era, mas que eu tb comentei nesse link aqui http://mariiitaca.blogspot.com/2009/09/favor-das-modelos-com-carne-e-osso.html. A menina era super bonita e exibia um corpão no programa, torce pra ela até o fim! Depois apareceram modelos plus size em alguns editoriais e minhas queridas blogueiras começaram a colocar gordinhas em seus lookbooks! Agora, até grandes redes de lojas, com a gringa H&M lançaram linhas fashion de roupas plus size. Sensacional, eram as gordinhas tomando o espaço da moda!

Achei tudo lindo até o dia em que eu quis comprar um short. Nãoo, eu não sou uma modelo plus size. Mas tampouco sou uma vareta esguia desfilando pela avenida das Nações Unidas. Sou normal. Talvez meu quadril fuja um pouco do normal, mas me caracterizo no padrão garota-universitária-19-anos. E qual não foi minha surpresa que simplesmente não existem tamanhos normais de short! Não, eles estão extintos. Primeiro que uma vendedora me deu todos os tamanhos da loja, menos o que serviria em mim! Depois eu me dei conta que eu posso usar tanto 40, 42 e 44. Afinal, parece que meu bumbum não tem um tamanho!

Foi aí que eu percebi que a presença das plus size não queria dizer que a moda seria abrangente a todas, mas que ela continuava a se tratar de extremos. Não estou dizendo que as modelos plus size deveriam ser queimadas em praça pública. Pelo contrário, acho elas sensacionais e adoro editoriais com elas. Mas o que eu gostaria mesmo de dizer é que a moda continua sendo pra poucas. Não vejo gente normal como eu ou minhas amigas da faculdade estrelando campanhas de roupas hit da estação.

Simplesmente não consigo entender porque nós, as grandes compradoras temos que nos ajustar a moda, e não a moda se ajustar a nós. Que existam modelos magras e plus size, mas que exista a modelo baixinha e fofa, a mediana, a garota normal, a super gordinha...

Só pra constar: depois da batalha do short, encontrei modelos que me serviam e ficaram fofinhos! Aliás, até comprei um modelo boyfriend que vestiu suuuuper bem. ;*

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Todo fim de ano pede um post! (apesar de ter dado uma abandonada no blog, sorry, querido!)
2010 foi um ano de mudanças. Essa é a palavra.
Foi um ano que já começou tenso, cheio de vestibular e incerteza. Depois dos resultados definitivos, eu tinha uma escolha pra fazer. Tinha 3 opções:
- Fazer Ciências Sociais na Unicamp (essa sempre foi um sonho!*-*)
- Fazer Jornalismo na Federal de Viçosa
- Fazer Relações Públicas na Unesp Bauru
Como a minha opção preferida não existe(Relações Públicas na Unicamp), escolhi aquilo que eu achava que me faria me feliz, decidi ir pra longiqua cidade de Bauru e fazer o curso dos meus sonhos, Relações Públicas.
Fui na cara e na coragem, sozinha, dar um novo rumo da minha vida.
Mas, claro que antes de partir, a gente precisa compartilhar a doçura da vida com aqueles que estiveram ali por todo esse tempo, torcendo e me apoiando.

Esses são os amigos de ontem e sempre. Não importa onde eu esteja, eu sei que eles são parte da minha historia e que sempre posso contar com essas pessoas maravilhosas que entraram na minha vida.









Mas a mudança de vida me deixou um pouco mais distante dessas pessoas. No entanto, a nova cidade me trouxe um monte de novidades, lugares e, principalmente, pessoas novas.
Pessoas que me acolheram e se tornaram minha família baurulina. Fizeram dos meus dias na cidade-lanche muito mais simples e agradáveis, me mostraram como era fácil estar com elas e como era bom ser bixete no primeiro semestre.
Juro que nunca fui em tanta festa seguida na vida! Primeiro semestre de bixete, uma só palavra: SENSACIONAL!


No meio de tudo isso, nas férias, teve um momento que há muito não se sabia o que era na minha família. Depois de muitos anos, a família estava reunida nas férias! Lágrimas de emoção ao lembrar que estávamos juntos apesar de todos os pesares (sabe como é, pai e mãe com surpresas desagradáveis nos seus empregos. Enfim...)

Esses eu não escolhi como família, mas são a mais perfeita das escolhas Divinas, me dar essa família! =)

O segundo semestre deu um pé na bunda da minha comodidade e a faculdade começou de verdade. Aprendi a enxergar a vida de outra maneira do lado de pessoas maravilhosas. Espero carregá-los comigo!




Aconteceram muitas coisas pesadas nesse ano, muito medo do futuro, mudanças na minha casa que eu achei que iam mudar pra sempre a minha vida. Mas 2010 sabia o que estava fazendo, fez as mudanças serem pesadas. E na semana do maior evento do ano e pelo qual eu esperava ansiosamente, o InterUNESP. Perdi o rumo e preciso dizer que nem aproveitei o tanto que esperava aproveita-lo. Mas as mudanças vieram pra fazer da nossa vida melhor. E só dezembro me mostrou isso!
Espero que 2011 seja disso pra cima, querido! ;)

E, como todo ano ingrato, me dá pessoas maravilhosas e as tira do mesmo jeitinho. Pôs no meu caminho pessoas que eu mal conhecia e me mostrou que elas seriam essenciais em 2010.




Com uma delas eu não esperava nada e, quando eu menos esperava, estávamos juntas assistindo Brothers and Sisters e chorando!
A outra trouxe o samba pra minha vida. Literalmente!
E tantos outros que deixaram marquinhas e simplesmente seguiram seus caminhos.

Balanço Final:

Comecei uma nova fase da vida. Fiz novas amizades. Aceitei novos desafios.
Encarei novas realidades e descobri como sou abençoada por essa vida, Deus!
E olha que 2010 foi teeeenso!
Mas, mesmo assim, foi bom. E vai acabar lindamente!

Espero que 2011 traga novos desafios e novas boas histórias pra contar. Que a recusa de hoje seja o “SIM!” de amanhã!

O ano vai acabar como começou. Ao lado de quem eu amo. Mesmo que não fisicamente, aqueles que são pra sempre, estarão sempre aqui dentro do meu coraçãozinho. Esses são os de ontem, de hoje e sempre! (falta gente, =/ )


(ei, família, logo menos estaremos juntos novamente! =D )

Faltou falar do meu coração, né?
Então, 2010 não me trouxe nenhuma paixão épica. Foi generoso em me deixar tirinhas bastante engraçadas, crônicas e alguns contos. O ingrato vai acabar e deixar uns 2 contos mal acabados, deixando esse pepino pra 2011.
Não escrevi um livro de amor maravilhoso, mas levo de 2010 boas histórias pra contar.

E, ai, 2011? O que tem ai pra gente?
Pronto pra deixar 2010 no chinelo de tão BOM que vc vai ser? =)

domingo, 19 de setembro de 2010

O horóscopo e a minha vida

Nos últimos tempos, adquiri o hábito de ler o horóscopo semanal pra ter uma ideia de como seria minha semana. E sempre lia de um site específico. Algumas vezes ele dizia coisas que aconteciam ou simplesmente se enganava. Ultimamente, meu horóscopo acertou algumas previsões. Na semana passada, dizia que eu conseguiria algo que eu gostaria muito no plano profissional e também que eu teria que tomar uma decisão definitiva sentimentalmente.
Naquele momento que eu li, eu decidi que não iria tomar nenhuma decisão, que iria apenas viver. A primeira coisa que aconteceu foi eu ter atingido algo que eu buscava algum tempo profissionalmente. Fiquei: "Uau. Que legal, o horóscopo acertou". Mas ficava tentando esquecer sobre a decisão. Não adiantou. Em um determinado ponto da semana eu tive que encarar algumas atitudes minhas e perceber que eu errei. E lá estava a decisão que eu tinha que tomar. Na minha frente, escrito na testa dela: "As vezes, o horóscopo acerta!".
Pois é, ficou a dúvida se o horóscopo realmente tinha acertado ou se eu tinha feito com que a minha vida seguisse a linha traçada pelo guru online. Sim, a respeito do profissional, isso não dependeu de mim, não era uma decisão que cabia a mim. Mas e quanto ao lado sentimental e a decisão? Eu tentei fugir mas realmente chegou num ponto que eu deveria mudar e os astros realmente previram isso?Fiquei confusa. Eu gosto de ler o horóscopo pra imaginar como a minha semana será, o que eu posso esperar e talvez me iludir sobre como correrá aquele período. Mas até que ponto o hábito de ler previsões astrais tem o poder de realmente prever o que vai acontecer na minha vida e de todos os outros geminianos curiosos*?Mais do que isso, até que ponto o que eu leio pode mudar a minha semana?
Não sei, talvez destino e futuro seja algo que não esteja pré-determinado. Talvez exista um caminho pré-traçado mas não quer dizer que o que está escrito simplesmente acontecerá. Acho que tudo é uma questão de escolha, de decisões que podem mudar tudo na nossa vida.
Realmente espero que seja isso que tenha feito com que os horóscopos tenham acertado coisas na minha vida. Caso contrário, vou ficar com bastante medo de ler sobre o que pode ou não acontecer na minha vida.


*obs: todos os geminianos são curiosos, sem exceção.

domingo, 29 de agosto de 2010

Minha introdução à economia solidária

Essa ultima semana foi peculiar. O curso de Introdução à EconomiaSolidária mudou completamente minha rotina: ficar na faculdade das 8:30 da manhã até umas 10:00 da noite não é facil.E,claro, que o curso também não foi nada fácil. Exigiu tempo, atenção, paciência, dedicação e uma dose de crença.
Preciso dizer que o pessoal da USP são umas gracinhas! E a vivência foi sensacional. Me fez pensar sobre várias coisas comuns na vida. Rolou um conflito interno, pensando no valor real do trabalho, em como colocamos um preço baixo no trabalho dos outros.
Fez pensar em como é injusto o patrão ter todo o lucro porque ele tem os meios de produção, mas ele só tem os meios de produção porque alguém trabalhou para que ele obtivesse lucro.Por que não pensar na auto-gestão do empreendimento? Uma organização em formato de teia, sem hierarquia vertical? Por que não tratarmos todos iguais?
E isso tudo me levou a pensar em tudo que eu já comprei e no valor real disso. Me fez sentir incoerente por estar me posicionando contra o capitalismo e ser um fruto dele.
Realmente foi um momento conflituoso. Sei que o capitalismo é injusto, que só como carne todos os dias porque alguém não tem o que comer.Mas também sei que existem formas de me desvencilhar dele que são lindas e, acredite, viaveis. Não sei até que ponto vou mudar meu modo de vida e deixar de usar algumas coisas e fazer outras. Não disse que estou virando socialista(obs1: apesar dos amigos que não foram no curso me dizerem que estou virando)(obs2:seria incoerente demais né, eu socialista, mas eu tento melhorar).
Eu sei que eu não posso mudar o mundo, mas nem por isso vou ficar de braços cruzados esperando o mundo se resolver.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quero um conto de fadas na minha vida

Quero poder me dedicar a todos os projetos da faculdade na faculdade que eu escolhi(a UB me escolheu, sou feliz por isso), mas é me dedicar mesmo, participar de tudo: grupos de estudos, projetos de extensão, empresa júnior. Poder me dar ao luxo de comprar aquele guarda-roupa maravilhoso e montar meu quarto na rep do jeito que eu bem entender. E preenchê-lo da maneira que quiser.
Poder viajar pra todos os lugares possíveis: acabar de conhecer o litoral do NE, ir pra Bonito, passar pra América do Sul: Argentina, Chile, Peru; subir e dar um beijo no Pateta na Disney, ir pra Vancouver e fazer uma parte da graduação lá. *-*
Não dar um pulinho na Europa, mas conhecer cada cantinho, sentir cada cheiro do velho continente.
Fazer um safari na África e participar de algumas missões por lá.
Comprar especiarias e tecidos e sentir a diferente cultura indiana e chinesa. Fazer vááááárias compras na China.
Ver uns cangurus na Austrália e, quem sabe, voltar pra casa.
Claro que essa foi só a primeira volta ao mundo.
Porque, com certeza, o príncipe encantado que eu conheci em Milão vai querer fazer outras tantas viagens.
No intervalo das viagens, trabalhar por prazer e viver confortavelmente em um pequeno apartamento de closet imenso!
E, quando ficar bem velhinha, terei um tratamento decente e meus filhos e netos ao meu lado, ouvindo todas as minhas histórias de vida, desde as insanidades bauruenses aos dias chuvosos no escritório.
Ai eu acordei e percebi que eu preciso fazer a faculdade que me escolheu(te amo, Unesp Bauru!) e,mesmo que eu faça todos os projetos, não podem ser de uma vez, afinal, vou ter que me preocupar com o aluguel e de onde virá o dinheiro das festinhas.
Quando eu me formar, vou ralar pra achar um lugar ao sol e, ainda, contar com a sorte pra fazer o que eu quero(tenho muita fé e rezo todas as noites).
Dificilmente vai aparecer um príncipe encantado na minha vida, mas deve haver vários sapinhos charmosos dando sopa por aí. Acho que deve ter um pra mim..
Quando ficar velhinha, tenho a esperança de ter guardado uma grana pra envelhecer em paz ao lado do meu velho e torcendo pros meus filhos e netos viverem uma vida plena como eu vivi.
Eu sei que a minha vida não é um conto de fadas, mas não custa sonhar com um felizes para sempre...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hakuna Matata

Na língua suaíli, significa 'sem problemas', ou, simplesmente, Carpe Diem. (vide Wikipedia)
Desde de criancinha eu repito a frase e sempre penso no Timão e Pumba, do clássico O Rei Leão.
Hoje, no Dia do Amigo, achei brilhante citar a imagem dessa amizade peculiar para ilustrar nesse dia tão bonito!
Amizade é isso: compartilhar com aquele familiar que a gente escolheu tudo. Ou quase tudo. Ou aquilo que há pra ser compartilhado: sorrisos, confidências, bobeiras, o fato de simplesmente saber que tem com quem contar.
É tão complexo falar sobre amizade que acho mais simples dizer como ela aparece na minha vida.
Tem aqueles amigos que apareceram há anos e, que, apesar da distância, permanecem de certa forma. Sou bastante consciente nesse aspecto ao dizer que mesmo ficando algum tempo sem contato com alguns amigos em especial, quando nos reencontramos, parece que nunca deixamos que o tempo e a correria da vida nos separaria.
Tem aqueles amigos que apareceram em um momento master tenso pra mim. Guardo eles com carinho, sem eles, não teria conseguido superar algumas coisas. Arrisco dizer que não teria tido coragem de persistir. A coincidência da vida os colocou no meu caminho, mas não é a toa que continuam.
Claro que tem alguns que apareçam da farra do dia-a-dia, digo, semanal. Foram se aproximando e criando um vínculo forte. Pessoas que se dão tão bem que combinam como um delicioso lanche.
Não posso esquecer também das gracinhas que dividem casa comigo. Amiguinhas, já se tornaram aquela família fofa e acolhedora na cidade-lanche.
Há aqueles que ocupam espaço mais de um lugar, aqueles que mesmo não sabendo encaixá-los na minha pseudo-classificação-de-amigos(não é certo separá-los em categorias, mas é mais simples falar assim) tem um lugar na minha vida.
Ah sim, onde o Timão e o Pumba se encaixam mesmo?
Eles mostram que não precisa ser parecido para criar o vínculo da amizade. Não importa religião, etnia, cultura...na hora da amizade, o que realmente importa são os sorrisos compartilhados!
Feliz dia do Amigo!

sábado, 5 de junho de 2010

Mistérios da entrega

Fazia tempo que eu não pensava no que eu queria pra um relacionamento. Eu sempre acho que eu estou disposta a começar um novo relacionamento mas raramente penso no que eu espero dele.
Assistindo Vicky Cristina Barcelona, fiquei pensando nisso. De antemão, já digo que não concordo com o trio Cristina-Juan Antonio- Maria Elena. Acho uma banalização da liberdade pra mim, mas creio que seja interessante e peculiar um trio que consiga ser feliz dessa forma. Bom para eles.
Enfim, o filme me fez enxergar algo que eu sempre procurei e nunca entendi dessa forma. Acho a intensidade deles no filme exageradíssima, mas não se pode negar que houve uma entrega profunda.
Não é da entrega sexual que me refiro. Quando eu penso nessa entrega, eu penso nos meus antigos relacionamentos e procuro essa entrega. Pra mim, é uma entrega sincera de desejar estar com a pessoa. E quando estiver com ela, estar 100% presente, sem pensar no que tem que fazer no dia seguinte. É estar totalmente disponível para curtir aquele momento.
E, alguém que esteja disposto a se entregar dessa forma, mostrar quem realmente é e ficar confortável assim, parece estar difícil de encontrar. Tenho a sensação de que ninguém está disposto a se 'expor' dessa forma.
Mas, será que realmente está difícil encontrar alguém ou será que eu achava que estava disposta e realmente não estava? [ou será que eu penso demais?]

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Abandono do Blog

Faz muiiiiiito tempo que não posto nada. Mas pra tudo na vida existe uma explicação.
Ano passado, no mesmo período, eu estava postando loucamente.
Esse ano, apesar de ter algumas idéias, não está dando tempo de escrever.
Hoje, eu deveria estar terminando o trabalho de fim de semestre de Metodologia, mas resolvi escrever algumas palavrinhas.
Sinto falta de escrever sobre o que eu gosto, sobre o que eu estou fazendo, mas é porque eu realmente não estava tendo tempo pro blog. Aliás, quando sobra tempo, a preguiça vence...(haha)
Sim, estou adorando a faculdade, RP é mesmo o que eu queria , a Unesp é mara e eu estou amando a vida universitária.
Não pretendo deixar de escrever. Na realidade, quero tentar escrever mais...Farei um esforcinho pra conseguir... beijos!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Alice in Wonderland

Viciada na dupla Burton-Depp, estou ansiosíssima pra assistir o novo filme deles: Alice no País das Maravilhas. Quando ouvi a música oficial da Avril Lavigne, fiquei meio encantada. Não sei se foi a letra ou a simples imagem do filme.
Vale a pena conferir a música. Tomara que o filme siga a mesma linha...

No link abaixo, confira a letra da música: http://vagalume.uol.com.br/alice-in-wonderland/alice-avril-lavigne.html

quarta-feira, 31 de março de 2010

Nostalgia

Hoje passei a tarde lendo posts antigos. O blog já tem 2 anos e 3 meses e bastante sobre mim. Textos que diziam o que eu estava vivendo, o que eu estava sentindo, sobre coisas que li e vi.
Demonstrei o medo que eu tinha do vestibular e a vontade de me apaixonar. Explicitamente ou não, aparecem as pessoas que fizeram a diferença ou me inspiraram a escrever. Descrevi minha rotina e contei quando a rotina me fez infeliz. Direcionei textos a pessoas por vários motivos.
Muitas vezes acordei super inspirada e escrevi um texto horrível, outras, comecei e quando vi, gostei do que tinha feito.
Através dos textos, principalmente daqueles de 2009 aos quais ainda estou ligada, percebi como mudei. Percebi tudo que eu vivi e me fez mudar. Li sobre sonhos que eu realizei. Percebi erros que cometi.
Essa tarde foi bastante nostálgica e gratificante. Confesso que em um certo texto, morri de chorar e contei pra uma pessoa que me inspirou muitos textos e momentos felizes.
O texto era Se eu fosse você...(http://mariiitaca.blogspot.com/2009/04/se-eu-fosse-voce.html) e eu o escrevi quando eu estava me aproximando dessa pessoa.
Quando eu li, notei que eu já tinha feito muitas daquelas coisas. Aliás, fiz depois de ter escrito o texto. Em 09/10, eu falei o que eu tive vontade e não escondi nenhum sentimento. Pulei em várias poças d’água e tomei bons banhos de chuva. Dei colo pra grandes amigos e acho que consegui fazer alguém feliz, mesmo que por pouco tempo. Disse vários ‘eu te amo’ sinceros. Mudei tudo na minha vida, corri atrás de um sonho e alcancei!
Dei abraços de urso e andei descalça na terra. Doei sangue, abri uma república, causei no pico...Fiz cafunés, varei a noite conversando e vi o sol nascer.
Ler tudo isso que diz tanto sobre mim me fez sentir saudade, uma saudade gostosa daquilo que já passou, e uma super alegria.
Quando acabei de ler, veio na minha cabeça uma música do Rafinha, Fim de ano:
“E eu tiver que seguir
Vou levar comigo cada amor de amigo
Como não querer de novo
Posso até ser bobo com vocês
Viveria tudo outra vez”

segunda-feira, 8 de março de 2010

Um novo começo

Faz séculos que não posto nada. Na realidade, estava esperando a inspiração para escrever um post sobre moda a pedido de um outro blogueiro, porém, tem acontecido muitas coisas em pouco tempo que tem me consumido.
A mudança pra cidade-lanche, o início de uma nova vida tem preenchido meus dias. Vir pra Bauru tem uma porção de significados pra mim: morar longe da família de novo, fazer o curso que eu quero na universidade que eu quero, deixar pra trás aquilo que já não importa mais e começar a me preocupar com aquilo que vai fazer a diferença daqui pra frente.
Misturado as milhões de sensações novas, havia a preocupação com a formação de uma nova casa.
Duas semanas depois do turbilhão da mudança, conclui várias coisas.
Sim, é Relações Públicas mesmo que eu quero. Sim, eu já tenho um lugar pra chamar de meu(assim que eu me mudar pra lá). Sim, aqui tem as festas que eu queria E as oportunidades que eu buscava.
Pela primeira vez em muito tempo, me sinto feliz e realizada por algo que dependeu apenas de mim. E animada porque isso é apenas o começo de uma longa jornada. Pode ter seus momentos de dificuldade, de cansaço, de fraqueza...Mas, lá no fundo, eu vou saber que vale a pena, que é por isso que eu lutei e que isso é apenas o começo de uma nova jornada...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

As voltas da vida...

Um dia significa muito na vida de uma pessoa. Em um dia, tudo que faz sentido para ela pode mudar, os caminhos tomados podem levar a direções diferentes. Um ano então pode tornar a vida de uma pessoa irreconhecível se comparada com o período anterior.
Pensando no meu caso, isso torna-se nítido pra mim. No mesmo período do ano passado, eu estava morando em Frutal, fazendo jornalismo e descobrindo que estava infeliz. Seguindo a linha do tempo, me apaixonei de verdade por uma pessoa, descobri que jornalismo não era pra mim, abandonei a faculdade. Dei a cara a tapa e voltei a morar com meus pais, comecei a fazer cursinho pré-vestibular e, durante esse período, acreditei que teria o apoio de certas pessoas que não tive. Por outro lado, recebi apoio de pessoas que não esperava. Voltei a ser solteira, me decepcionei de verdade. Passei 6 meses me dedicando exclusivamente ao vestibular. Sai pouco, me questionei muito sobre minhas decisões, contei com uma pessoa que me ouviu e me deu bons conselhos. Passei quase 3 meses fazendo provas e curti 15 dias de ferias na praia muito merecidas. A recompensa veio. Fui aprovada na UFV, Unesp e Unicamp. Antes da mudança, decepcionei uma pessoa que eu prezo demais. Decidi pela Unesp e novamente ouvi criticas pouco construtivas. Sai de Frutal, voltei pra Taubaté e agora vou pra Bauru.
A vida me deu coragem de tentar de novo e ver que valia a pena. Vi que era a hora de mudar e pra melhor. Os erros cometidos no meio do caminho, alguns cheios de arrependimento, outros nem tanto, foram lições aprendidas.
Chegou a hora de sentir de novo o friozinho na barriga e imaginar o que vem por aí. Mal posso esperar...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Essas modernidades

Confesso que sou um pouco avessa a essas modernidades super tecnológicas. Quando a moda era Orkut, resisti bravamente até fazer o meu. Quando fiz o meu perfil, viciei. O mesmo foi para o msn, mas não exatamente nessa ordem. Passei um bom tempo planejando fazer um blog, agora meu bebê já vai fazer 2 anos. Apesar de não postar tanto, quase todos os dias tenho idéias pra escrever que não ponho em prática.
Resisto fortemente as tendências de celulares que fazem tudo(apesar de estar planejando comprar um melhorzinho) e evito aquelas coisinhas que tocam musiquinhas(apesar de sentir falta deles, as vezes).Passo longe daqueles aplicativos do Orkut, já tive meu BuddyPoke. Mas acabei com ele quando achei que ele me deprimia.
Mas existe uma razão para toda essa minha resistência. Eu sei que se me inscrever/instalar/baixar/comprar alguma dessas modernidades, eu vou acabar me viciando. Não tem jeito!Foi assim com tudo: os primeiros tocadores de mp3, orkut, msn, blog, maquina digital, facebook...
E, hoje, não me contive e criei uma conta no twitter. Evitei loucamente, a principal desculpa era que isso poderia atrapalhar meus vestibulares.
Mas, hoje, não consegui escapar. Oficialmente de férias, precisei comemorar me filiando a mais uma rede social. Todo mundo fala tanto disso que resolvi experimentar.
E como aconteceu com todas as outras modernidades, fiquei perdidinha! Não achei graça. Mas, como sempre, é só uma questão de tempo até eu descobrir que é legal e acabar me viciando.
A única dúvida coerente nesse momento é: quanto tempo vou demorar pra viciar nesse modernidade que já está ficando antiga?

Follow me?
http://twitter.com/mari_pazzine

domingo, 3 de janeiro de 2010

Por um 2010 sensacional

Começou um novo ano, uma nova década. O mundo está se recuperando de um séria crise econômica e o primeiro presidente negro dos Estados Unidos luta pra manter a imagem de bom E o contingente militar no Iraque e Afeganistão. O presidente Lula recebe a menção de um dos homens mais influentes do mundo e aqui no Brasil, deixa pra lá...
A primeira década do século mudou muita coisa. O orkut bombou e agora está todo mundo no twitter! Lady Gaga é a nova musa do pop e Michael Jackson ficou na década passada.
E 2010 começou cheio de promessas. Dizem que esse ano tudo que interessa vai aumentar no país: o salário, o consumo, o PIB. Os astrólogos e mães Diná de plantão afirmam que esse será o ano da vitória e 10 vezes melhor que 2009(Deus sabe como eu quero que isso seja verdade. Para todos nós!)
Apesar dos 3 primeiros dias terem sido bem trágicos para muitos, é melhor conservarmos nossa esperança que 2010 guarda muitas novidades para todos nós.
É melhor acreditarmos que tudo vai melhorar. Que as cidades vai parar de ficar cheias de agua de chuva, que não vai ter mais pessoas soterradas nem assassinadas na porta da padaria perto de casa, que não vai haver mais dinheiro na cueca, na meia nem em nenhum outro lugar ilícito; que ninguém mais vai morrer na fila do pronto socorro e nem haverá mais alunos sem professor no ensino básico público.
Que 2010 faça do Brasil aquele país que todos nós queremos. Não apenas um país que abra os braços para a Copa do Mundo ou para as Olimpíadas, mas abra os braços para todos os brasileiros e fazer o país realmente merecer a imagem de confiança que tem no exterior aqui dentro do nosso território.

[se joga em 2010!]

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Oi, Papai Noel!
Como foi em 2009? Realmente espero que a crise já tenha passado ai no Pólo Norte e que a Cop 15 ajude a salvar seus ursinhos!
Voltei esse ano, viu só?
Vou começar dizendo que fui uma boa menina esse ano, Papai. Tudo bem, teve dias em que não arrumei a cama e um ou outro palavrãozinho escapou. Mas, fora isso, foi uma excelente menina.
Além do mais, queria pedir um extra esse ano. Sabe como é né?
Pensa bem, Papai Noel, além de ser uma boa menina, sai da minha zona de conforto e fui conhecer novos ares, até me apaixonei no meio do caminho!
Tá, eu sei que tudo isso já mudou, mas, pelo menos, eu tentei...
Enquanto pensa com carinho nos meus feitos em 2009, vou te mandar a lista:
*Nintendo Wii + console Fit
*Aquela pipoqueira linda, iguais as de filme que vi pra vender
*Uma maquina de bolha de sabão que faz bolhinhas de sabão gigantes
*Um celular novo
*4 convites na área VIP do show do Coldplay
*E, permanece o pedido da vaguinha naquelas facul publicas que o senhor já sabe...
Papai Noel, eu sei que os tempos são de crise, mas, segundo o Lula, foi só uma marolinha, então vai ser molezinha pro senhor me dar esses presentes, certo?

Feliz Natal, Papai Noel!
Que 2010 seja sensacional!
Bezo, bezo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Love, sweet love

Depois de tantos anos assistindo Sex and the City, hoje vou brincar de (tentar)ser Carrie Bradshaw. Vou usar um dos temas que eu mais vi ela falar no seriado: amor.
Carrie foi para Nova York em busca de liberdade e amor. Se decepcionou muito, ralou muito até finalmente se acertar com o Mr. Big.
Na ficção, ela mostrava como o universo das relações amorosas é complexo. Será que existe um amor pra vida toda? Ou será que cada fase da vida tem um amor e existem pessoas com sorte pra compartilhar as fases diferentes com a mesma pessoa?
Será que, nós, mulheres estamos ficando muito exigentes? Na minha opinião, sim. E isso nos torna mais chatas, afinal, queremos sempre mais: mais carinho, mais atenção, mais dengo. E quando temos isso, queremos que seja incondicional, mas que respeite o nosso espaço. Ainda vamos querer que seja surpreendente. Ufa! Quanta coisa pra um único homem conseguir em tempo recorde, afinal, somos impaciente também.
Por outro lado, estamos certas em sermos tão exigentes. Olha para o seu lado e pense: 'Quantos dos homens que você convive você acredita que sejam caras que valham a pena?'
Perguntinha difícil. Analise bem. Com certeza, você vai encontrar um que é legalzinho, mas muito insonso. Ou um que seja super gente boa, mas está na fase só da curtição. Ou aquele fofo que não gosta de se comprometer. Ou o gato que não curte muito batalhar pelos seus sonhos. Ou o legalzão que tem o péssimo hábito de beber além da conta. Ou aquele super amigo que qualquer outro envolvimento destruiria o maior laço de amizade. Ou o homem perfeito, melhor, seria perfeito se ele não fosse gay...e mais n tipos de homens que se encontra por ai.
Depois de encontrar um que não esteja nessas categorias, ou seja aceitável dentro de uma delas, vem a parte mais difícil. Até quando vale a pena investir?
Tem gente que diz que se entrou no jogo, é pra ganhar. Mas, não tem horas que é melhor ser um bom perdedor e saber quando tirar o time de campo?
São muitas perguntas provavelmente sem resposta.
E, devo ser sincera, apesar de um desgosto aqui, uma choradeira ali, a maioria das experiências mal sucedidas entra pro rol de coisas legais da vida. Afinal, nada pode ser de todo bom nem de todo ruim. Uma coisa aprendi. Viva intensamente tudo,tanto as doçuras quanto as amarguras do amor. Por pior que seja, um dia você sentir saudade daquele detalhezinho feliz no meio de tudo...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A cor dos meus sonhos

Sonhos podem ser coloridos. Ou preto e branco. Ou com efeito, tipo sépia. Meus sonhos assumem diferentes cores. Já sonhei em cor de rosa: era um mundo em vários tons de rosa, porém, menos piegas que o mundo da Barbie. Apesar de ser difícil imaginar o mundo cor de rosa, sem ser da Barbie, o meu não se parecesse com o dela. Geralmente, me sinto meio enjoada depois dessa overdose pink.
Podem ser cinzas, apesar de serem pesadelos. Como quando eu pesadelei(contrário de sonhar) que não conseguia chegar no local do vestibular. Melhor nem lembrar.
Sonhos azuis e amarelo, lembranças daquele período em que era jovem e tinha tempo de caçar borboletas pela grama. Esses são incríveis. Fazem com que eu retorne e reviva perfeitamente momentos únicos da minha vida.
Tem aqueles que são coloridos, tipo a bandeira do movimento gay. Característicos de dias de verão, só de pensar em sonhos nessas cores, já sinto o calor desses dias.
E, ainda tem aqueles sonhos em sépia, ou sonhos dourados. Esses são sobre o futuro, como ele se desdobra a minha frente e as maravilhas que ele pode me trazer.
Todo mundo sonha. Eu sonho muito. Diariamente, eu diria. E como cada sonho tem uma mensagem, cada um tem sua cor, um brilho diferente que só quem sonha pode entender...

domingo, 22 de novembro de 2009

Para Vinicius

Soneto de fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

eu diria, encantada por Vinicius...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O dia em que o Brasil apagou

Eu sei que em todos os lugares possíveis estão pipocando informações e comentários sobre a noite passada, 10/11, na qual boa parte do país passou a noite na escuridão total. Vi pessoas colocando a culpa na administração da represa, da hidrelétrica, dizerem que o governo não investiu o suficiente na infra-estrutura correspondente a demanda de energia necessária no país. As horas no escuro foram um verdadeiro caos.
Quando apagaram as luzes do meu bairro, foi um Deus-nos-acuda. Todo mundo correu pra fechar portas, janelas, principalmente quando uma vizinha gritou que a moça-da-rua-de-trás foi assaltada. Foi uma sensação de total insegurança e falta de informação. Só fui descobrir que o país apagou hoje, as 7 da manhã.
Vendo as imagens na TV, vi pessoas que não tiveram como voltar pra casa por medo ou falta de transporte; gente que foi assaltada, pessoas no hospital desesperadas com seus equipamentos; galera presa no elevador...
Foi quando comecei a pensar. Um país com quase 510 anos de história, que conta com energia elétrica há 130 anos, simplesmente ficou parado, perdido no espaço com a falta 'dela'.
Digo isso por mim, quando acabou a luz, fui dormir, afinal, não podia fazer NADA!
Comecei a pensar, como vivíamos sem energia elétrica? Como poderia haver humanos vivendo no...escuro, escuridão total?!?!?!
Nossa vida está completamente conectada a essa maravilhosa invenção. Não vivo sem ela e tremo ao pensar que, um dia, esses apagões podem se tornar rotina e teremos que nos acostumar a ficar horas a fio sem ela.
Não consigo me imaginar passando noites no escuro, sem meu ventilador me refrescando a minha TV me emburrecendo e meu PC me acompanhando.
Na verdade, prefiro acreditar que o dia em que apagões façam parte do cotidiano seja apenas um pesadelo...